Biografia

17 de maio de 2016

Multi-instrumentista e poeta brasileiro nascido em Campinas, São Paulo, teve seu primeiro contato com a música desde muito cedo. Filho de saxofonista e neto de escritor e professora primária, aprendeu a ler, escrever e tocar violão entre seus familiares e ao longo de sua vida vem estudando música de maneira predominantemente auto didática.

Seus ouvidos passeiam e são moldados por gêneros diversificados que vão desde música erudita, flamenco, até a MPB, o samba, passando é claro pelo blues, funk, rock e também por ritmos regionais brasileiros como maracatú, baião e forró do nordeste, a moda de viola do caipira e muitos outros.

Passou a atuar profissionalmente como músico em 2015 ao gravar seu primeiro álbum Incandescente, mas sua ligação profissional com a arte existe desde que iniciou sua carreira na comunicação visual trabalhando com multimídia, design e programação desde o ano de 2000.

Talvez o mais interessante com relação ao teor psicodélico e à falta de amarras para misturar, contrapor e questionar ideias, ritmos e, acima de tudo, estéticas, seja que a essência da recente influência de Camus em seus paradigmas já se encontrava permeada nos valores que influenciam sua obra antes mesmo de conhecer a Teoria do Absurdo. Provavelmente foi esta essência que o conduziu pelo caminho que culminou na descoberta da teoria e, consequentemente, na leitura da obra que, para ele, é uma das mais lúcidas que já teve o prazer de conhecer. Em suas próprias palavras: “Tão lúcida que consegue comprovar, justamente, como o seu oposto – a falta de sentido – parece permear toda a existência, o que sempre me fascinou e continua inspirando o caráter subjetivo e psicodélico da minha criação artística.”

A execução de suas obras carrega uma aura virtuosística, liberta, denotada por descompassos propositais, falsos desfechos e turbilhões de solos concomitantes que criam ambientes favoráveis às recitações cheias de subjetividade e acentuados sabores metafísicos.

Um artista inovador, autêntico, procurando a subjetividade que uma vez imersa na fusão entre música, literatura, psicologia e filosofia pode edificar desconstruindo paradigmas e subvertendo estéticas. Uma espécie de holismo licantrópico, algo estendido ao infinito, ao surreal…